A evolução das placas de circuitos impressos

Hoje em dia, as placas de circuitos impressos reinam absolutas nos equipamentos eletrônicos. Minúsculas, elas são capazes de fazer uma série de conexões rapidamente e seguiram a tendência da miniaturização dos eletroeletrônicos que temos em nossas casas.

Só para ter uma ideia desse salto evolutivo, compare a capacidade de processamento entre o computador que levou o homem à lua com o seu smartphone. Adivinha qual é mais potente? Acertou quem falou que o celular que você usa no dia a dia consegue maior rapidez de processamento das informações. Outro detalhe espetacular: o seu dispositivo cabe na palma da mão e você leva para qualquer lugar. É ou não uma incrível evolução?

Diferenças entre as placas eletrônicas SMD e PTH, as mais utilizadas

Vimos que a evolução e maior capacidade de conexão dos circuitos impressos impulsionaram a miniaturização dos equipamentos eletrônicos. Ambas estão intimamente relacionadas. Se os circuitos eletrônicos não diminuíssem de tamanho, não teria como fabricar equipamentos eletrônicos menores. Pense naquele computador da NASA que fez o homem pisar na lua pela primeira vez. Pesava toneladas e sua capacidade de processamento era infinitamente pequena em relação ao seu corpo físico. Imagine comparando sua performance com os dispositivos utilizados hoje em dia.

Mesmo entre as placas de circuitos impressos já ocorre uma silenciosa evolução, sabia? Pois existem dois tipos mais comuns utilizados atualmente, as placas PTH e SMD. Vamos explicar a diferença entre elas.

Placa PTH: vamos considerar o modelo PTH ou Pin Througt Hole (em tradução livre: terminal inserido no furo) como o mais antigo entre os dois modelos. Essa classificação está, basicamente, no processo de montagem. As placas eletrônicas PTH recebem furos minúsculos e os terminais dos componentes são soldados. Mesmo sendo considerado um processo mais “antigo”, as placas eletrônicas PTH fabricadas dessa forma não estão em extinção, pelo contrário, ainda são amplamente utilizadas atualmente. O principal atrativo desse modelo é o baixo custo, se comparado às placas eletrônicas SMD.

Placa SMD: as placas eletrônicas SMD ou Surface Mounted Device (algo como “componente montado na superfície”) têm como principal diferença entre a placa PTH, é que não ela não precisa ser furada para receber os componentes e terminais. As placas ficam mais resistentes devido a inexistência dos furos, que são pontos que fragilizam toda a superfície. Esse resultado se deve que empresas montadoras das placas eletrônicas utilizam maquinários mais sofisticados e com precisão maior.

As placas de circuitos impressos fazem parte do nosso cotidiano

A evolução dos circuitos impressos impulsionou amplamente todo o setor industrial. Se antes estava restrito a segmentos específicos baseados na tecnologia como o aeroespacial, no processamento de dados, entre os mais comuns à época, hoje em dia, os circuitos impressos estão por toda parte. Veja só: no computador que você tem em casa ou no trabalho; nos celulares que você usa todos os dias; nas pequenas caixas de som que tocam sua música preferida; nas geladeiras inteligentes com portas digitais que informam a temperatura interna, horário, etc; nos computadores de bordo dos carros que trazem dados importantes sobre o veículo e ajudam na hora da manobra devido seus sensores de aproximação. Viu só? As placas de circuitos impressos fazem parte da nossa vida e, às vezes, nem nos damos conta.